Hoje, 21 de dezembro, às 13h59’ – Entrada do Sol em Capricórnio e Solstício de Verão no Hemisfério Sul
Por Cristal Ribeiro
O Solstício de Verão é um evento de grande importância em diversas culturas pelo mundo. Antes de ser um evento astronômico, como é hoje definido de modo reducionista, é um evento geológico, agrícola, antropológico, religioso, místico que influencia todas as atividades humanas desde tempos imemoriais. Antes de ser um fato isolado, o Solstício é um evento cíclico natural, dentro de uma grande cronologia de ciclos geológicos, biológicos, astronômicos que envolve toda a vida no planeta Terra.
Geológica e teluricamente, designa o momento em que há um alinhamento de maior proximidade do Sol com um dos hemisférios da Terra e um maior afastamento do Sol no hemisfério oposto, fazendo com que, ao mesmo tempo em que o hemisfério mais próximo tenha os dias mais longos do ano e a maior incidência de raios solares, caracterizando a estação conhecida por verão ou Solstício de Verão num hemisfério, no hemisfério oposto, em que o afastamento do Sol ocorre, existam as noites mais longas do ano e a menor incidência dos raios, caracterizando o Solstício de Inverno. Assim, os dias parecem mais longos do que as noites, no verão, e as noites parecem mais longas no inverno, apesar de o dia ter a mesma duração. A referência, aqui, é terrestre; e os povos antigos fundaram todo o seu sistema cultural nesses grandes ciclos e eventos da relação entre o céu e a terra. Tornar esse evento apenas um fenômeno físico e astronômico, dissociado das riquezas culturais fundadas em torno desses fenômenos é negar um tesouro de conhecimento milenar, há muito disponível para o nosso entendimento sobre os nossos processos sócio-histórico-culturais.
Atualmente, damos maior importância para os eventos de um calendário mercadológico do que para as festas autênticas de nossa cultura humana, que vêm perdendo espaço para o sistema capitalista neoliberal, erguendo louvores ao “deus Capital”. Não celebramos as colheitas; elas foram terceirizadas. Não celebramos a vida na figura do deus Sol ou da irmã Lua; foram invisibilizados. Ainda comemoramos (enchemos as panças até passarmos mal) o natal com o seu papai noel, que escraviza renas e duendes. Comemoramos o coelhinho da páscoa, com seus ovos industriais, fruto da exploração do humano no campo, com o cacau. Temos um calendário integralmente destinado a compras de presentes para figuras que passam o ano inteiro invisibilizadas (mães, pais, avós, crianças).
Abrimos mão da cultura, da oralidade, das tradições regionais de nossos antepassados; tudo isso foi invisibilizado, silenciado. Em troca, nos rendemos, crédulos, a um mundo moderno, tecnológico, com os seus benefícios fetichizados e com as suas promessas de felicidade e juventude eternas.
Eu poderia escrever mais um belo texto, romântico ou didático, sobre o Solstício de Verão. No entanto, diante da configuração sócio-política do país e do mundo e diante das configurações astrológicas desse momento cósmico, prefiro dar voz às necessidades concretas que gritam e reverberam diante de nós, sociedade brasileira e da humanidade como um todo.
Que cada gota de chuva desse verão sirva-nos para regar em nós uma consciência coletiva, como bem vem anunciar Saturno em Aquário, nesse início de era saturnina sob a sua tutela e, ainda mais, com a entrada do Solstício de Verão (no hemisfério sul), data de entrada do Sol no Signo de Capricórnio, onde Plutão reina absoluto desde 2008. A entrada do Sol em Capricórnio, onde figurará durante os próximos 30 dias, nos facilitará a conscientização da fase que estamos passando, dentro desses processos cíclicos que as diversas astrologias de diversas culturas vêm anunciando.
Estamos atravessando um momento de desconstrução da nossa cultura humana: momento de grandes crises e depressões em praticamente todos os setores da sociedade humana. Esse processo, muito bem ilustrado pela presença de Plutão no Signo de Capricórnio, ganha uma nova perspectiva com o início do longo Ciclo de Saturno de 36 anos em 2017 e, com a entrada de Saturno no signo de Aquário há um ano, adentramos numa fase de desnudamento da realidade, que será marcada pela necessidade do despertar da consciência coletiva; que nos levará, a depender de nossas resistências conservadoras ou não, a uma maturidade humana ou a grandes desilusões, privações e colapsos sociais, ainda nos próximos anos.
Hoje (21/12), o Solstício de Verão inicia uma fase em que a luz solar iluminará todo esse potencial e promessa saturninos. Creio que ainda não temos o que comemorar, então celebremos a promessa de uma nova Era de Ouro para a humanidade, mas com juízo o suficiente para termos a lucidez de que essa promessa somente se cumprirá com os trabalhos das nossas próprias mãos, se elas estiverem unidas, fraternas e solidárias. E se estivermos verdadeiros, libertos e renascidos. Preparem a sua embarcação para um Solstício chuvoso e incomum, com muitas enchentes e maré revoltas, cruzaremos mares desconhecidos, naufragaremos em ilusões, mas emergiremos de alma lavada.
Luz, Paz e Bem!
Se precisar de uma mão cuidadora, estarei por aqui em 2022.
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Grata por estarmos junt@s, aqui nessa jornada!
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