Lunação de Libra, Sol em escorpião e as finalizações para o fim de ano de 2021

Por Cristal Ribeiro

O MOMENTO ASTROLÓGICO E SEUS SIGNIFICADOS

20 de outubro de 2021: a Lua chega ao seu máximo de energia, em sua Fase Cheia, às 11h56min, no finalzinho do Signo de Áries; do outro lado, o Sol se despede do Signo de Libra. Esta configuração astrológica ilumina as experiências vividas nas últimas semanas, trazendo maior clareza sobre os últimos acontecimentos desafiadores que a conjunção Sol, Marte e Mercúrio trouxe, junto de inquietações e conflitos internos em cada um de nós.

Devemos nos lembrar de que três planetas deixaram o movimento de retrogradação nos últimos dias, o que faz com que as coisas comecem a se manifestar de modo diferente; porém, ainda não saímos da fase de revisão e de ajustes que esses planetas retrógrados propuseram, além de estarmos dentro do período de 28 dias de revisão que a Lua Nova iniciou.

A Lua Cheia intensifica e traz mais consciência sobre tudo o que foi plantado na Lua Nova, no dia 6 de outubro. O mapa da Lua Cheia traz um aumento da tensão nos relacionamentos, conosco e com os outros, gerando mais pressão no pensar e no agir em relação às nossas escolhas e ações no mundo, nos dando a oportunidade de enxergar o que ainda estava oculto e confuso e, portanto, de fazer os ajustes necessários para que tudo possa fluir melhor, na próxima Lua Nova de Escorpião, dia 4 de novembro.

Como os planetas que estavam em Libra caminham para o signo de Escorpião – que é um signo de finalizações e que nos traz o resultado das experiências anteriores – é importante termos em mente esse longo período como um momento de pausa para reavaliações, assim como para encerramentos, conclusões e rupturas com situações e processos das fases vivenciadas anteriormente.

Os planetas retrógrados chegarão ao mesmo ponto onde estavam quando começaram a retrogradar somente em 2 de novembro; daí é que os vislumbres e as experiências, caso tenham sido bem nutridas, começarão a se esboçar viáveis, abrindo novas nuances e perspectivas de crescimento em busca de adesão coletiva e de fortalecimento de uma perspectiva mais comunitária, seja para as soluções de problemas e conflitos ou para as mudanças e os projetos.

No entanto, por mais que algumas situações comecem a se definir ou a fluir melhor, essa fase de reavaliação, de finalização e de despedida do velho, de assimilação e significação de todos os acontecimentos vivenciados em quase dois anos de pandemia, somados às crises sociopolíticas e econômicas, toda essa complexidade precisará se apaziguar dentro de cada um de nós. Precisaremos passar por muito autoquestionamento, muitos aprendizados, muito reconhecimento dos erros e por muito trabalho concreto de ajustes, antes de podermos afirmar que tudo vai dar certo em nossas vidas.

Deste modo, um outubro será “insuficiente”, e a própria sabedoria da vida continuará nos dando oportunidades ao longo dos meses vindouros, para que o nosso amadurecimento aconteça de modo integral, ou seja, física e emocionalmente, social e espiritualmente.

O 5º ANO DA ERA DE SATURNO

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Estamos ainda no quinto ano do ciclo de 36 anos da Era de Saturno, iniciada em 2017 e que irá até 2052. Trata-se de uma era de colheita de tudo o que se plantou nos ciclos anteriores, tempo de julgamento ou de oportunidade de amadurecimento para a humanidade; uma época de transmutação alquímica do chumbo em ouro. Escolheremos viver numa era de chumbo ou trabalharemos para criar a simbólica era dourada da humanidade?

Não tenhamos pressa em arrumar a casa, em reorganizar a vida, em tomar decisões sobre qual caminho seguir ou qual lugar ocupar dentro da nova realidade que se impõe sobre nós. Não tenhamos pressa em aprofundar nos processos existenciais e no enfrentamento das dimensões sombrias e imaturas, no encontro honesto consigo mesmo, para que descubramos a nós mesmos por trás dos mecanismos psicológicos e bloqueios, e nos libertemos de tudo o que nos impede de viver uma vida integral, mais saudável, mais significativa, mais plena e mais útil à coletividade e ao planeta.

Não tenhamos pressa, mas não ignoremos a necessidade e a urgência de uma vida mais consciente e coerente, de aceitarmos e realizarmos mudanças concretas e radicais em nossas vidas, pois não é mais tempo de “colocar remendo novo em roupa velha” ou de “varrer o lixo para debaixo do tapete”; não é mais tempo de ilusão, mentiras, rancores e violências, pois estamos saturados dos males do mundo, intoxicados pela consequência de nossas próprias escolhas irrefletidas e imaturas; de nosso modo reativo infantil de fugirmos às responsabilidades ou de reagirmos ora emocionalmente, em busca dos culpados do nosso sofrimento, ora racionalmente, com frieza, indiferença e distanciamento em relação a questões que estão nos adoecendo, nos condenando, nos ferindo, nos matando e destruindo “nossa casa comum”, que é a Terra.

É importante lembrar, ainda, que em 19 de novembro vivenciaremos mais um Eclipse Lunar, seguido de seu par Solar, em 4 de dezembro; com isso encerraremos o intenso ano de 2021. Portanto, nos últimos três meses do ano as energias cósmicas nos guiarão por um processo de desconstrução, de desilusão e de desapego das amarras e dos bloqueios; de abandono de nossas zonas de conforto e crenças ultrapassadas e destrutivas, que impedem o nosso crescimento, com o propósito de revelar a face mais verdadeira da realidade, a face mais verdadeira de nós mesmos, para que ajustemos o foco no que é essencial.

As energias nos conduzirão através das oportunidades para que as finalizações de processos inacabados e para que as resoluções das pendências possam nos liberar para uma nova fase, mais estruturada. Destarte, oportuniza uma longa e merecida pausa para nos reorganizarmos e recuperarmos as energias após tantas crises, descobertas e desgastes.

Não nos empolguemos demais, imaginando que voltaremos a viver dentro de uma “normalidade” e que as coisas vão melhorar. 2020 e 2021 reafirmam o início de um longo período de profundas transformações para todos, uma longa jornada de amadurecimento pessoal e coletivo, em todas as dimensões da existência. Vejamos o que a Lunação de Libra, com todas as suas interações e conjunturas, indicam para que possamos fazer os nossos encaminhamentos para os próximos meses.

MAPA DA LUA NOVA

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Podemos observar, no Mapa da Lua Nova de outubro, algumas configurações astrológicas esclarecedoras. Para não me alongar nas explicações, irei utilizar as metáforas dos graus simbólicos para interpretar a mensagem que a Lua Nova de outubro de 2021 nos traz, para nos inspirar em nossos processos pessoais. Escolherei apenas os principais temas do Mapa.

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ASCENDENTE E RODA DA FORTUNA em Escorpião

CAÇADORES ATIRANDO EM PATOS SELVAGENS – A liberação, socialmente aceita, dos instintos agressivos de um indivíduo ou de um grupo. SOCIALIZAÇÃO DE INSTINTOS.

Aqui, ao recusar coletivamente os instintos humanos primitivos, a sociedade acaba por ritualizar e até a refinar os instintos agressivos, que são próprios à maioria dos indivíduos. Perceber como os instintos combativos e reativos atuam em nós, e tornar a socialização dos instintos mais saudável, é um dos temas que estamos vivenciando nesse período lunar, que inicia com o Sol em Libra e finaliza com o Sol em Escorpião.

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VÊNUS em Escorpião

UMA MULHER ÍNDIA PEDINDO PELA VIDA DOS SEUS FILHOS AO CHEFE DA TRIBO – O amor como princípio de redenção. A presença da energia feminina que se expressa como Mediadora, em constantes atos de INTERCESSÃO em benefício de indivíduos que se encontram sem saída.

Há muito tempo que Vênus tem caminhado muito à frente dos outros planetas pessoais, o que indica como as mulheres e a energia do feminino têm aberto caminho para uma real transformação da sociedade, para o bem ou para o mal, a depender das escolhas individuais. Notadamente, diante das últimas crises que se apresentam, a mulher tem estado cada vez mais à frente dos processos do cuidar e de se responsabilizar pela mudança e defesa dos valores humanos contra as violências instituídas.

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LUA (Nova), SOL E MARTE em Libra

NO CALOR DO MEIO-DIA, UM HOMEM FAZ A SESTA – A necessidade de recuperação nos termos do padrão social de atividade cotidiana.

Como já escrevemos sobre o mês de outubro, sobretudo o período até a próxima Lunação de Escorpião, no dia 4 de novembro, às 18h14min, estaremos vivenciando uma fase de muita revisão, aprendizado e ajustes dos períodos anteriores, deste que foi um ano “totalmente fora da curva”, um ano de grandes crises e transformações coletivas e individualmente. Daqui até o final do ano, muitas coisas ainda precisarão ser digeridas, ressignificadas e ajustadas, para que encontremos as saídas que buscamos para as crises em que estamos todos mergulhados.

A Lunação de Libra anuncia a necessidade de desacelerar para nos recuperar de todo o desgaste que vivemos e de todos os desastres que presenciamos. Ainda que a crise da pandemia tenha aparentemente abrandado, na verdade ela reforçou o desenvolvimento de outras crises preocupantes em andamento no contexto social que afetam o nosso cotidiano. Sábio aquele que sob o sol escaldante descansa à sombra.

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MERCÚRIO Retrógrado em Libra

UMA MULTIDÃO, NO DOMINGO, APROVEITA A PRAIA – Um contato revigorante com a força-Mãe da natureza e da união social.

Podemos falar aqui de SENTIMENTO OCEÂNICO, nascido da sintonia com os ritmos mais básicos da existência, seja em que nível for. É importante que os processos mentais possam beber da troca afetiva de relações significativas e de sua relação com a Mãe Natureza, para que possam seguir mais equilibrados e saudáveis.

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PLUTÃO retorna seu movimento Direto em Capricórnio

UM ARMAZÉM CHEIO DE PRECIOSOS TAPETES ORIENTAIS – O uso de processos artísticos e culturais como meio de aperfeiçoamento do conforto e do gosto pessoais.

Quais são os benefícios materiais que uma sociedade pode proporcionar para as pessoas, as bases sobre as quais se organiza a estética e a ética de sua cultura? O grau em que Plutão esteve transitando por meses traz o simbolismo do tapete como base da sociedade, que precisa ser ressignificada, para que as bases insustentáveis possam dar lugar a uma nova base, para que haja uma purificação cultural capaz de resgatar aspectos tradicionais de tempos de outrora. Portanto, esse grau de Capricórnio enfatiza a necessidade do renascimento do valor da CONFIANÇA NA TRADIÇÃO, na sabedoria cultural, num retorno, para se resgatar o que é verdadeiro e valoroso e descartar tudo o que é falsidade e engano.

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SATURNO Retrógrado em Aquário

OBSERVA-SE UMA CRIANÇA NASCENDO DE UM OVO – O surgimento de novas mutações de acordo com os grandes ritmos do cosmos.

Saturno segue cuidando da estruturação da nova vida que já se faz presente, enquanto ainda limpamos a casa e nos libertamos dos entulhos do passado, com a passagem de Plutão nos últimos graus de Capricórnio, até novembro de 2024, num processo lento e trabalhoso.

Saturno anuncia e nos prepara para novos tempos e valores a serem cuidados, qual uma criança recém-nascida e frágil. Ao mesmo tempo, esse ovo representa o Ovo Cósmico (Hiranyagharba), que dá origem a um novo universo. Podemos dizer também de uma criança que nasce sem ancestralidade, ou seja, liberta das sombras do passado da humanidade. Daí a importância de Plutão, que estará purificando todo o passado da humanidade. Saturno anuncia o que depois Plutão trará, quando passar por esse mesmo grau em Aquário, em 2027 e em 2028,nquando o simbolismo desse grau se aprofundar. Aqui, um ser mutante surgirá – se para o bem ou para o mal, serão nossas escolhas no presente que determinarão esse curso da história. Seja como for, o processo não está no controle da humanidade; é um processo cósmico que nos transformará a todos, sem exceção.

Pode-se dizer que esse grau em que Saturno atua nesta Lunação anuncia a EMERGÊNCIA DO HOMEM GLOBAL para a Nova Era. O poder do todo é focalizado em seu interior, numa liberdade perfeita com relação a antigos padrões de valores baseados em condições locais. Se aproveitaremos a oportunidade de compreensão dessa emergência ou se a desperdiçaremos, até que algo mais drástico nos force para esta mudança, só o tempo dirá.

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FUNDO DO CÉU em Aquário

NUMA VASTA ESCADARIA, HÁ PESSOAS DE DIFERENTES TIPOS, GRADUADAS EM ORDEM ASCENDENTE – A necessidade de reconhecer diferenças de tipos e de níveis de desenvolvimento sempre que houver seres humanos vivendo e trabalhando juntos.

A base para um bom desenvolvimento dos processos que se iniciam neste mês lunar passa pelo aprofundamento do tema da fraternidade aplicado no cotidiano. Para isso, todos devem ter consciência do nível em que se encontram, mesmo no momento em que se esforçam por alcançar um nível mais elevado. Devemos procurar inspiração e exemplos no degrau superior, ao mesmo tempo em que auxiliamos aqueles que supostamente se encontram no degrau imediatamente inferior ao nosso, a subir.

Aqui o princípio da igualdade, seja ela numa perspectiva laica ou religiosa, precisa ser ampliado para a compreensão do princípio da equidade, num nível social-mental, ao mesmo tempo em que se aceite e respeite a PROGRESSÃO NATURAL DOS ESTADOS DE CONSCIÊNCIA, para que haja pacificação e cooperação na convivência humana, onde impera violência e competição na escalada por “status” e poder.

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JÚPITER em Aquário

UM GRANDE URSO, SENTADO, AGITA TODAS AS PATAS – A autodisciplina resultante de um desenvolvimento inteligente das faculdades individuais a partir do treinamento adequado.


Aqui, o planeta Júpiter atenta para a importância da busca do conhecimento e do aprendizado aplicado, o que envolve o treino do caráter e da compreensão no processo de crescimento e de superação do peso emocional.

É totalmente possível aprender a disciplinar os nossos impulsos naturais e usá-los para um propósito além do âmbito pessoal. Júpiter caminha à frente e nos convida a trilhar voluntariamente o caminho do DISCIPULADO, no verdadeiro sentido do termo.

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NETUNO Retrógrado em Peixes

UM PROFETA, PORTANDO AS TÁBUAS DA NOVA LEI, DESCE AS ENCOSTAS DO MONTE SINAI – A necessidade de trazer para o nível da existência cotidiana as claras compreensões manifestas numa grande experiência de pico.

Netuno, através das experiências cotidianas, tem nos presenteado com revelações importantes sobre os nossos processos, pessoais e coletivos, fazendo com que as circunstâncias derrubem os véus das ilusões e dos vícios humanos. Estamos deixando-os cair? O que você faz depois de ter tido uma experiência de pico, uma revelação interior? A palavra-chave é MANDATO – a complexidade está em qual mandato cumprir e como cumprir esse mandato com o espírito apropriado.

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QUÍRON Retrógrado em Áries

O DIRIGENTE DE UMA NAÇÃO – O poder resultante da integração formal do desejo coletivo de ordem.

Quíron aponta o local onde precisa haver cura; e essa cura deve ocorrer no nível do ego, das leis e do poder restritivo de uma força policial, que são características dominantes do momento atual. A necessidade é de ampliação da limitada compreensão do “Eu sou”. Ele se manifesta como o ego pessoal no exercício do seu desejo de controle das reações do organismo biopsíquico, na dimensão pessoal, mas se reflete na dimensão sociopolítica de nossa época. A cura do indivíduo refletirá na sociedade.


Indica CENTRALIZAÇÃO DE PODER no nível de uma consciência rigidamente estruturada.

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URANO Retrógrado em Touro

NA PRAIA, CRIANÇAS BRINCAM, ENQUANTO MARISCOS FLUTUAM NA BEIRA DA ÁGUA – Retorno às alegrias simples para fins de revitalização.

Urano continua alertando para a necessidade de ruptura com o modelo, como lidamos com a materialidade e com os processos de subsistência e segurança. No grau em que está ativado neste momento, indica, no meio de nossos processos de crescimento, que é preciso não se exceder no acúmulo de bagagem, deve manter-se um pouco criança algumas vezes e permitir-se a si mesmo ficar na proximidade das fronteiras subconscientes mais naturais, pelo menos, até que se sinta mais seguro de si mesmo.


Não devemos carregar mais do que é possível por meio da ambição consciente e governada pelo ego. É preciso valorizar o contato estreito com as energias naturais e os prazeres simples, a atitude de VIVER E DEIXAR VIVER.

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CABEÇA DE DRAGÃO em Gêmeos

O JARDIM DAS TULHERIAS, EM PARIS – A formalização dos ideais coletivos por meio da aplicação da razão e da ordem a aspectos recém-descobertos da natureza.

Quando há banalização dos ideais coletivos vivenciados na superficialidade e na formalização e há cristalização intelectual estreita de conceitos dualistas, ainda que se tenha clareza de conceitos, também há centralização no ego e o culto do FORMALISMO.

O doador de dons divinos, Papai Noel, tornou-se o autocrata paternalista, rei por “direito divino”. Para uma sociedade humana adolescente, há muito que descobrir, aprender, aprofundar, praticar, para amadurecer.

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LILITH em Gêmeos

UMA ALJAVA CHEIA DE FLECHAS – A relação agressiva do homem com a vida natural como base da sobrevivência e da conquista.

As sombras a serem curadas em nós e na sociedade indicada por esse grau são reveladas através do símbolo arquetípico do Homem, “o conquistador”, seja uma conquista de natureza exterior ou dos impulsos instintivos e do poder limitador do ego. Afinal, o que os nossos desejos querem conquistar? Como tornar consciente a escolha de qual desejo interno estamos atendendo? O quanto o desejo é destrutivo ou construtivo para todas as nossas relações? O tema que está na sombra, a CONQUISTA, precisa ser iluminado e trabalhado.

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MEIO DO CÉU em Leão

UMA FESTA DE ADULTOS NUM GRAMADO ILUMINADO POR LUXUOSOS REFLETORES – Relaxamento grupal em ambiente da moda como fuga da rotina de trabalho.


A “grande tradição” foi reduzida a mero modismo social. Até que ponto nossas metas, objetivos e projetos de vida não estão viciados por uma convenção social que persegue uma SOFISTICAÇÃO e um envolvimento em aparências e na intelectualidade? Vivemos como espíritos superficiais. Indica que ainda não estamos alinhados com a nossa missão de vida ou compromissados com uma dimensão mais consciente de nosso ser e nem conscientes de nosso lugar no mundo, nem do nosso lugar no planeta. São os nossos interesses, projetos, metas futuras que estão nos conduzindo para uma realidade cada vez mais alienada e doentia.

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Quem me dera ao menos uma vez/ Explicar o que ninguém consegue entender/ Que o que aconteceu ainda está por vir/ E o futuro não é mais como era antigamente”¹

Ainda estamos vivendo numa perspectiva adolescente: que, em busca de aceitação do grupo, aceita qualquer ritual destrutivo; que, para ganhar a amizade do filho do dono da piscina, trai o melhor amigo; que, para ter um corpo sarado, toma anabolizantes; que, para ser bem visto e ter conforto, se vende ao mercado; que, para ter “status”, vende o planeta e a alma.

Quem me dera ao menos uma vez/ Provar que quem tem mais do que precisa ter/ Quase sempre se convence que não tem o bastante/ Fala demais por não ter nada a dizer”¹

Ainda separamos trabalho de lazer, saúde de cotidiano, dinheiro e amizade, amor e sorte; continuamos a compartimentar a vida, a fragmentar e a dividir; fazemos isso nas relações também, seja nos isolando em inúmeras tribos e vibes, seja através de nossas possantes máquinas, no conforto de nossos angustiantes lares, atrás da prisão de vidro que são as telas do nossos home-ofices, ou da ilusão que são as vitrines de nossas redes sociais, condenando e condenados, escravizados, cada vez mais senhores e escravos de si mesmos.

Quem me dera ao menos uma vez/ Que o mais simples fosse visto/ Como o mais importante/ Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente”¹

Contamos novas histórias, novos discursos, vestimos novas roupas, mas “ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”². Adotamos novos modelos e buscamos o que há de mais moderno ou o que há de mais alternativo e reinventamos o capitalismo travestido de eco-espiritual; porém não paramos, nada nos para: a primeira onda da pandemia não nos parou, nem a segunda. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), outras pandemias estão a caminho, mas não pararemos, pois não estamos atentos às implicações de nossas ações, não estamos fazendo as relações entre os fatos, não estamos refletindo sobre a lógica que nos rege, nem no plano coletivo e nem no plano individual.

Quem me dera ao menos uma vez/ Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três/ E esse mesmo Deus foi morto por vocês/ É só maldade, então, deixar um Deus tão triste”¹

A lógica que governa todas as dimensões de nova vida, as nossas escolhas, os desejos, os sonhos, essa que nos domina internamente e nos faz sermos vítimas e opressores de nós mesmos, que faz nos afetarmos negativamente uns aos outros, aos nossos próprios filhos e netos. Essa lógica é um deus de milhares de faces, defendida violentamente por milhares de nós que sustentam o mundo humano exatamente como é: insano, doente e violento. Essa lógica insustentável é a lei humana que expulsa, fere e mata toda a vida regida pelas leis da natureza; gananciosos que ainda somos, desejamos um mundo melhor e confortável, uma Natureza submetida aos nossos caprichos; o dinheiro ainda vem em primeiro lugar. Dizemos: tenho que ganhar dinheiro; com o que vou ganhar dinheiro? O que ganho com isso? Preciso investir no futuro, nos filhos; preciso de dinheiro para realizar os meus sonhos; preciso proteger os meus investimentos; preciso defender o meu patrimônio ou ampliá-lo…

Quem me dera ao menos uma vez/ Acreditar por um instante em tudo que existe/ E acreditar que o mundo é perfeito/ E que todas as pessoas são felizes”¹

Mas a Terra, as leis naturais, as leis cósmicas estão dizendo outra coisa: estão pedindo para que paremos com a ganância humana, para que renunciemos aos nossos caprichos infantis, aos nossos confortos ridículos; para que paremos de sujar, de contaminar, de envenenar, de adoecer ao planeta e a nós mesmos; para desapegarmo-nos da coisa certa e pararmos de “jogar a criança com a água do banho” diariamente, desapegarmos da lógica do capital, do paradigma neoliberal, desativarmos o sistema capitalista; para de polir novas máscaras, novos nomes para o nosso sistema humano, do qual nos orgulhamos tanto, como as alcunhas pós-modernidade, economia-espiritual, eco-capitalismo, pós-ultra-mega-modernidade, nova-era e cia. Novas roupagens e nomes não nos salvarão de nossas próprias ações cotidianas!

Quem me dera ao menos uma vez/ Como a mais bela tribo/ Dos mais belos índios/ Não ser atacado por ser inocente”¹

Os corpo adoecem, as florestas tombam, os campos desertificam, as geleiras derretem, os humanos consomem, as reservas se esgotam, o futuro que estamos deixando para os nossos filhos está condenado e já estamos assistindo na vizinhança: crise, fome, doença, miséria, depressão, pandemias, desastres ambientais, crise hídrica e energética, violência, morte, luto.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente/ Tentei chorar e não consegui”¹

A cura virá do cuidado de cada pequena dimensão da vida, do olhar para si mesmo com crua honestidade, de cada um de nossa espécie começar a cuidar de si mesmo de modo saudável e comprometido, de não mais compactuar com “o lado negro da força”³ dos impérios do capital, abandono de vícios, mudanças de hábitos, mudança de pensamentos, de posicionamentos, mudança de rumos, metas, de negócios, de profissão, de alimentação, de ética, de estética, de cosmética…

Sente-se é não é somente aqui/ Mas em qualquer lugar/ Terras, povos diferentes/ Outros sonhos pra sonhar/ Mesmo e até principalmente/ Onde menos queixas há/ Mesmo lá, no inconsciente/ Alguma coisa está clamando/ Por mudança”4

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NOTAS:

  1. Estrofes da canção “Índios”, de Renato Russo, gravada pela banda Legião Urbana no álbum “Dois”, em 1986.
  1. Menção à canção “Como nossos pais”, de Belchior, gravada em 1976 no álbum “Alucinação”, do cantor e compositor; ficou ainda mais conhecida na voz de Elis Regina, que a gravou no mesmo ano de 1976, no álbum “Falso Brilhante”. Segue trecho da canção:

Minha dor é perceber/ Que apesar de termos feito tudo, tudo/ Tudo o que fizemos/ Nós ainda somos os mesmos/ E vivemos/ Ainda somos os mesmos/ E vivemos/ Ainda somos os mesmos/ E vivemos como os nossos pais”

  1. O lado negro da Força”: é uma alusão ao cruel império interplanetário na trilogia de George Lucas, Star Wars – Guerra das Estrelas, de 1977, 1980 e1983.
  1. Trecho da canção dançante de Gilberto Gil, “O Eterno Deus Mu Dança”, gravada em 1989 em álbum homônimo.

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Acompanhem as próximas publicações.

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