OS SEIS PLANETAS RETRÓGRADOS NO CÉU DE PRIMAVERA

Por Cristal Ribeiro

O FENÔMENO

Desconsiderando a Terra, o nosso Sistema Solar possui oito planetas que orbitam ao redor da estrela, que é o Sol; este conjunto de oito planetas possui diversas luas. Vale lembrar que, para nós, a Lua é um “satélite natural”, ou seja, pertence ao campo eletromagnético do Planeta Terra. Para os “estudiosos do céu”, nem o Sol nem a Lua podem ser observados em movimento retrógrado, pois não são planetas. Dos oito planetas do céu, seis deles se encontram em movimento retrógrado.

Mas o que é mesmo uma retrogradação?

Em Astronomia, é a porção do movimento aparente de um planeta, visto da Terra, no curso do qual sua longitude se mostra decrescente; em outras palavras: é quando, observado da Terra, um planeta aparenta “caminhar para trás”, em sentido contrário à sua rota. Cada planeta possui um período cíclico particular.

Em Astrologia, cada planeta possui uma significância diferenciada para o seu período de retrogradação, conforme a sua energia e a sua função dentro de nossa psique.

Apresento em tabela, de forma bem sintética, os planetas que podem retrogradar, suas funções simbólicas, como estão suas posições de movimento e até quando estarão retrógrados, até a passagem para o ano de 2022.

Apenas Vênus e Marte não estão retrógrados neste início de Primavera.

DESMISTIFICANDO AS RETROGRADAÇÕES PLANETÁRIAS

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Um momento com muitas retrogradações no céu sugere que a natureza está fluindo ou se expressando de forma mais lenta e recolhida, mais para dentro do que para fora e mais para baixo do que para cima. Este fluxo não é tão desejado em uma sociedade como a nossa, em que tudo é pressa e urgência, em que a busca é exterior e a lógica é inversa, ou seja, numa forma de vida mais acelerada, mais superficial, mais pra fora, mais para cima, muito identificada com o lema do super-homem: “para o alto e avante”; ou, numa versão mais recente: “para o infinito e além”. Daí ser de incômodo e de incompreensões o olhar sobre os planetas retrógrados.

Essa concentração de planetas retrógrados parece desafiar as nossas lógicas e buscas; ou será que são as nossas lógicas e buscas que estão desafiando os fluxos naturais?! Seja qual for a ordem, do “ovo ou da galinha primeiro”, fluir com a corrente pode ser bem melhor do que nadar contra ela. Ter clareza e consciência de quem conduz essa corrente e de quem está nadando, conduzido por ela, pode ser um grande aprendizado para a nossa época e para cada um de nós: uma questão de bom uso da nossa inteligência e de nossa energia.

Tenho alguns escritos publicados alertando sobre a importância dos ciclos naturais para a vida planetária, portanto para a vida humana. As retrogradações dos planetas são mais uma das expressões cíclicas da vida, assim como o Sol que nasce e se põe todos os dias ou as fases da Lua: todos ilustram o funcionamento do Universo, da Natureza, do Planeta e de nossa natureza interna.

Esses ciclos de retrogradação, desconhecidos pela maioria das pessoas e que agora estão ficando famosos nas redes sociais, não são nenhum tipo de “castigo astral” ou mesmo uma energia maléfica; ao contrário, são “ciclos naturais”.

Aparentemente, as retrogradações planetárias podem ser percebidas ou interpretadas como “atrapalhamentos de nossos planos”, atrasos de vida, impedimentos, bloqueios etc. Mas, na realidade, podem ser de grande ajuda. Caso usemos estes movimentos a nosso favor, conhecendo-os, compreendendo-os e os sincronizando com os demais ciclos naturais da própria vida, melhoraremos o modo como os sentimos e nos comunicamos com eles; afinal, tais ciclos marcam o ritmo da Vida, que flui ora em pausa, ora em movimento; ora caminha acelerada, ora descansa; ora se expressa, ora silencia.

Ampliar a compreensão e a consciência sobre os processos que envolvem a nossa vida nos prepara para tirar maior benefício da existência.

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Vale aqui a citação poética do sábio trecho da canção-mântrica do poeta Walter Franco, “Coração Tranquilo” (1978):

…Tudo é uma questão de manter

A mente quieta,

A espinha ereta

E o coração tranquilo… tudo é uma questão de manter…

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SEM PRESSA: ÚLTIMAS OBSERVAÇÕES SOBRE O CÉU DE OUTUBRO

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Com a mente quieta, a espinha ereta e com o coração tranquilo podemos nos permitir a observação do céu.

Outubro será de muitas mudanças energéticas, pois, dos seis planetas retrógrados, cada um na sua vez, quatro deixarão neste mês o movimento de retrogradação, voltando à sua rota normal; até o final do mês apenas dois planetas estarão retrógrados: Urano e Netuno.

Teremos um período mais agitado internamente, com momentos de muita pressão, mas ao longo do mês as energias vão encontrando o seu fluxo, conforme vamos ressignificando, aprendendo e apaziguando as forças dentro de nós. É recomentado não pularmos as etapas. Mercúrio retrógrado (até 18/10) nos pede muita reflexão e revisão de nossas relações, antes de partirmos para o mundo e seguirmos imaturamente com os nossos planos. “Tudo a seu tempo!”

Com a semana de Lua Minguante e de Lua Nova, as duas melhores fases para se observar as astros e estrelas, o planeta Vênus pode ser observado desde o entardecer até umas 19 horas, no poente, a depender de onde se observa.

Júpiter e Saturno se elevam no céu a Leste, desde o pôr do Sol, e se destacam à noite inteira.

O Sol Sírius, que já é conhecido de quem acompanha os nossos artigos, está a Leste no céu durante toda a madrugada.

E o último “fiozinho” da Lua Minguante pode ser avistada no dia 1 de Outubro às 4h, bem baixa, a Leste, próxima à estrela Regulus.

PRÓXIMAS CHUVAS DE METEOROS

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– DRACONÍDEAS

Entre 6 e 10 de outubro ocorrerá a chuva de meteoros Draconídeas, com seus tímidos 10 meteoros por hora, originados do cometa 21P Giacobini-Zinner. Seu nome é dado porque irradia a partir da Constelação de Dragão. Apesar de durar entre 6 e 10 de outubro, seu pico acontece no dia 7, em que a probabilidade de enxergar mais “estrelas cadentes” é maior. Mas esta constelação está muito baixa no horizonte Norte, exigindo, para observação, que se esteja em “lugar privilegiado”, longe de luzes e com vista do horizonte. Para localizar a direção, encontre a estrela mais brilhante do céu de outubro no Norte, no começo da noite, até 21h: a estrela Vega.

– ORIÓNIDAS

De 2 de outubro a 7 de novembro haverá a chuva Oriónidas, que envolve em torno de 20 meteoros por hora e tem o pico previsto para 21 de outubro. O melhor momento para a observação se dá mais tarde da noite, já no começo da madrugada, a Leste. Mas a observação do seu pico pode ser prejudicada em 2021, por conta da “luz da Lua”. Ela poderá ser vista na direção das populares estrelas Três Marias, que pertencem à Constelação de Órion, daí o seu nome.

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Feliz Primavera!

Grata por estarmos junt@s aqui!

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OS SEIS PLANETAS RETRÓGRADOS NO CÉU DE PRIMAVERA

Essa concentração de planetas retrógrados parece desafiar as nossas lógicas e buscas; ou será que são as nossas lógicas e buscas que estão desafiando os fluxos naturais?!

Esses ciclos de retrogradação, desconhecidos pela maioria das pessoas e que agora estão ficando famosos nas redes sociais, não são nenhum tipo de “castigo astral” ou mesmo uma energia maléfica; ao contrário, são “ciclos naturais”.

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