Edição 2020
Por Cristal Ribeiro
Os eclipses são fenômenos astronômicos cíclicos que ocorrem aos pares, mais de uma vez por ano. Nós já passamos por três eclipses nesse 2020: um Lunar Penumbral, em 10 de janeiro (em Capricórnio-Câncer); outro em 5 de junho, com a 3ª Lunação do ano, em 15º Gêmeos – um Eclipse Lunar Penumbral, em Fase Lunar Cheia –, no Eixo dos Signos Sagitário-Gêmeos; e, após a entrada do Solstício de Inverno (em 20 de junho), tivemos um Eclipse Solar Anular a 0º do Eixo Câncer-Capricórnio, no dia 21 de junho.
Em 5 de julho próximo vivenciaremos mais um Eclipse Lunar Penumbral, a 13º do Eixo Câncer-Capricórnio. O ano de 2020 contará ainda com mais dois elipses: um Lunar, em 30 de novembro, e o último do ano, Solar, no dia 14 de dezembro, ambos no Eixo Gêmeos-Sagitário.
A Lua é um astro que se move muito rapidamente no céu, devido ao fato de estar tão próximo da Terra, sendo a sua influência cíclica e transitória, pouco duradoura, mas muito intensa, afetando o fluxo bioenergético dos seres de todos os reinos terrenos. Sua influência está comprovada nos processos emocionais humanos e em animais, em todos os processos fluídos do planeta, como nas marés, em rios e nascentes; também no fluxo sanguíneo e nos fluídos corporais, na seiva dos vegetais, afetando, inclusive, o campo bioenergético do reino mineral. As fases de seu ciclo são como marcos rítmicos que deixam efeitos de nascimento, crescimento, morte e renascimento em tudo o que há no planeta, comandando um ritmo de alta e baixa, de cheio e vazio, de escuro e claro; de seu início até o retorno para o seu novo início transcorrem 28 dias, aproximadamente, assim como o ciclo de fertilidade das mulheres.
A Lunação é um ciclo natural que se repete 12 vezes ao ano, completando 12 Lunações. Esse é um dos ciclos naturais que regem a vida no planeta Terra, usado por nossos antepassados, pelas culturas tradicionais que ainda resistem, por pescadores em suas vilas e por camponeses que ainda conservam uma relação harmônica com a Natureza. O respeito e a consideração por esses ciclos naturais, sejam da Lua ou o pulsar rítmico do Sol, são fundamentais para a conservação e para a reprodução saudável da vida planetária. A sociedade ocidental moderna, com visão positivista e eurocêntrica, regida por um calendário artificial, não respeita as necessidades cíclicas da Natureza no planeta e desrespeita essas mesmas necessidades da Natureza na pessoa humana, servindo a interesses especulativos e opressores, atropelando os processos humanos e planetários, destruindo o equilíbrio do planeta e de seus habitantes, prejudicando a nossa evolução terrena.
Buda nos revela a vida como impermanência, verdade de difícil assimilação para a cultura ocidental. Ainda que superficialmente, podemos observar a impermanência na vida, em todas as coisas; podemos perceber que tudo está em constante mudança, em transformação: as formas dos corpos que surgem e os que envelhecem, o crescimento de uma árvore e sua paisagem ao redor, o nascimento e a morte das estrelas, dos animais e dos humanos, assim como o ciclo do Sol pelas estações e os ciclos da Lua. Ter consciência da impermanência na vida e fluir com ela afasta-nos do sofrimento.
Um meio pelo qual podemos criar essa consciência é observando os ciclos naturais que a própria vida nos apresenta diariamente, até segundo a segundo, como um nascer do Sol ou o seu poente, como os ciclos dos equinócios (primavera/outono) e dos solstícios (verão/inverno), como a mudança das Fases da Lua. Resgatar o conhecimento e a relação com esses ciclos naturais é um caminho necessário para o (re)equilíbrio humano, para aprender a fluir harmonicamente com os princípios que regem toda a vida.
Estar atentos aos sinais e aos ciclos naturais, conhecê-los, ouvi-los e atendê-los, resgata em nós a voz da nossa própria natureza sofrida e mutilada, natureza essa que não é separada da Natureza do planeta. Temos ouvido cada vez mais a afirmativa “somos todos um”, mas o significado dessa afirmativa ainda soa misteriosa para nós, escapa-nos à compreensão. Na escrita inspirada pelo grande Cacique Seattle, publicada em 1887:
“De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.”
Voltando aos Ciclos Naturais da Lua: há uma dinâmica regida pelas Fases da Lua que pode ser percebida como instabilidade; ou, mais precisamente, há uma grande mutabilidade bioenergética regida pelos ciclos lunares e é comum se ouvir: “aquela pessoa é de Lua” ou “isso é de Lua”, para identificar que instável, volúvel. Dentro dos quatro marcos do ciclo lunar (Fases Lunares), a Lua Cheia é o ápice da expressão potencial das energias da Lua na vida terrena, quando há uma explosão de seu fluxo em todos os corpos do planeta – por exemplo, a grande alta da maré, com possíveis ressacas, ou quando as plantas possuem mais atividade vital em suas extremidades, galhos e flores, não sendo recomendada a poda para não enfraquecer a planta; do mesmo modo, é quando os humanos nos encontramos mais intensos, mais emotivos, mais agitados e extrovertidos.
Para estarmos menos sujeitos às instabilidades emocionais que a Lua pode causar, é preciso um trabalho de amadurecimento do nosso campo emocional. O autoconhecimento é uma ferramenta poderosa para nos conscientizarmos de nossos processos emocionais, que podem aparecer com mecanismos aprisionadores e infantis, bem como para estarmos cônscios de nossas necessidades emocionais, possibilitando amadurecê-las. Todos esses aspectos podem ser revelados a partir da observação do posicionamento da Lua no Mapa Natal da pessoa e de todas as suas interações com os outros pontos relevantes indicados no mapa.
Outra consideração importante para se analisar é em que lugar no Mapa Natal da pessoa as mudanças de Fase da Lua acontecem, sobretudo os picos de alta e baixa, sua fase Cheia e Nova; ou, ainda, o lugar no Mapa Natal onde ocorrem os Eclipses, pois revelam como as influências da Lua particularizam-se e atingem-na mais diretamente.
Um Eclipse Lunar intensifica ainda mais a carga energética recebida pela Lua, nos inundando com energias lunares fortíssimas. Esse transbordamento da energia lunar pode refletir em situações concretas, que já estavam tensas, fazendo-as transbordar, ou em situações inconscientes, tornando-as visíveis e passíveis de serem conhecidas. Esse movimento de transbordamento pode desencadear alguns transtornos de ansiedade, crises emocionais e psíquicas, como descrevem algumas estatísticas, indicando que em picos de Lua Cheia e de Eclipses há maior incidência de acidentes, de brigas, de internações de emergência, de suicídios e de internações psiquiátricas, em comparação com o número dos mesmos eventos nos demais períodos; quando ocorrem tais fenômenos, são consequência de perturbações pré-existentes, de fatores emocionais não saudáveis arrastados por longos anos, daí a importância da conscientização e da manutenção saudável de nossos processos emocionais. Da mesma forma, os Eclipses Solares afetam toda a vida na terra, alterando a nossa percepção acerca da realidade e, portanto, de nossa identidade.
Todo Eclipse Lunar ocorre na Lua Cheia (quando Sol e Lua estão frente a frente – em oposição) e todo Eclipse Solar ocorre na Lua Nova (quando os dois estão alinhados, juntos – em conjunção).
Essas configurações Soli-Lunares não estão isoladas no Cosmo; elas fazem parte de configurações maiores, mais lentas, mais prolongadas e que deixam marcas mais profundas em nossas vidas que merecem ser consideradas; indicam onde há maior concentração das energias cósmicas que poderão nos afetar, em nossa identidade/eu-interior (Sol) e em nossa autoimagem/eu-emocional (Lua). Os efeitos dos eclipses duram por um ano, quando chega o seu eclipse correspondente, deste modo como ocorrem vários ciclos a cada ano, estamos sempre sofrendo os efeitos dos eclipses, o importante é saber onde eles ocorrem, signos e casas do mapa astrológico que se quer estudar e compreender seus propósitos simbólicos e como se beneficiar com esses aprendizados, principalmente se ele ocorrer próximo do seu aniversário ou em ponto de destaque no seu mapa de nascimento.
Consulte a tabela dos próximos Eclipses em nossa página, aqui: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1461797163913546&id=256509871108954
Os Eclipses lunares sempre acontecem em um Eixo do Zodíaco, ou seja, envolvem dois signos opostos. Em 2020, serão nos eixos Câncer/Capricórnio e Gêmeos/Sagitário. A Lua guarda em seu simbolismo o feminino, o passado, a infância, o emocional; e o Sol, o masculino, o futuro, a maturidade. Assim, os Eclipses trazem uma maior interação entre esses dois mundos, trazendo uma dinâmica relacional que resulta em transformação. Neste sentido, a casa do Mapa Natal onde ocorre o Eclipse indica em que área essa necessidade de transformação pressionará o indivíduo na direção de alguma mudança importante em sua vida. No caso do Eclipse Solar do dia 21 de julho, ambos os luminares, Sol e Lua, estão posicionados no mesmo signo, em Câncer; ao mesmo tempo, essa concentração de energia luminosa gera uma sombra que projetar-se-á por todo o eixo, atingindo o outro, Capricórnio.
Que as águas das nossas emoções purifiquem-se e nos banhe de bons sentimentos
Amém
Namastê
In Lak’ech
Grata por estarmos juntos aqui!
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