Por Cristal Ribeiro
Especialmente, a aula de Capricórnio levou mais tempo para ser escrita e ficou mais longa do que as demais. Isso se deve também ao grau de importância desse tipo psicológico no momento histórico em que vivemos. Quem nos acompanha sabe que estamos, no momento, com Plutão transitando em Capricórnio e que, desde o mês de dezembro de 2017, Saturno está em Capricórnio, iniciando um ciclo de 36 anos sob a regência de Saturno, seu regente astrológico natural. Dito isso, recomendamos às pessoas interessadas em seu autoconhecimento que dediquem um tempo para estudarem esta aula de Capricórnio, já que esse arquétipo indicará nosso aprendizado coletivo por alguns anos ainda e está muito alinhado com os principais temas da sociedade moderna.
Devido ao volume desta aula, ela será publicada em três partes. Os links das três partes estarão ao final de cada uma das partes publicadas. Grata pela compreensão!
Apresentação da Série
Quando se nasce com o Sol em um determinado signo, esse nascimento é um novo tempo para o esse Ser e, portanto, esse signo de nascimento é uma nova energia de aprendizado a ser assimilada ao longo da vida (salvo algumas exceções, que abordaremos num texto futuro). Destarte, para as pessoas com o Sol em um determinado signo, quanto mais aprenderem e desenvolverem os seus potenciais referentes ao signo da data de seu nascimento, quanto mais aprenderem a integrar as sombras que o Sol causa nesse signo, ou seja, as suas tendências negativas e as destrutivas, mais equilibradas, mais vitalizadas, calorosas, generosas e felizes se tornarão, beneficiando ao seu próximo, à sociedade e ao nosso planeta. (Para a compreensão do que significa ter o Sol em determinado signo, peço que leiam o já publicado texto: ENTENDA O SEU SIGNO DO SOL – você combina com o seu signo, sim ou não?).
Astrologicamente falando, se você é do signo de Capricórnio ou conhece alguém que é deste signo, isso significa que você nasceu na época do ano em que o Sol está transitando na constelação de Capricórnio; portanto, dizemos que você tem o Sol em Capricórnio.
Atenção!
Esse fato isolado não lhe assegura que possua as características do signo e que aquelas previsões rápidas e generalizadas de horóscopo tragam qualquer orientação válida para a sua vida. Não se deixe enganar com tais entretenimentos. Deve-se lembrar de que o horário de entrada e de saída de qualquer planeta nos signos, incluindo o Sol, é variável; assim, pessoas nascidas nos dias de mudança de signo devem calcular com mais precisão a qual signo solar, de fato, pertencem.
Vejamos, então, o que significaria, ainda que num estudo introdutório, ter o Sol no signo de Capricórnio, para os nascidos entre 21 de dezembro a 20 de janeiro.
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A NATUREZA EM CAPRICÓRNIO: Elemento Terra
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O elemento natural desse signo é a Terra, elemento feminino de natureza compacta, dura, firme, maciça, resistente, rígida, robusta, sólida, escura, pesada, fria e seca.
A função primordial da Terra é a de sustentação, de amparo e de manutenção da vida. Nosso planeta, riquíssimo em elemento água, se chama Terra; e é a terra que estrutura e forma nossos continentes, nos dá sustento para os nossos corpos e para as nossas casas, além de nos dar os instrumentos e recursos para a manutenção das nossas vidas. É a parte estrutural dos corpos, sólida, o esqueleto que nos faz crescer e atuar.
Além desse vínculo com o elemento Terra, a simbologia do signo de Capricórnio tem relação com as terras altas e frias das montanhas, local de ritmo mais lento, onde se observa tudo com olhar ampliado.
Por ser um signo do elemento Terra, está intimamente ligado com a matéria, com o plano material da vida, e a sua grande lição é justamente aprender a lidar com o mundo material, com as responsabilidades com a coletividade, com o cuidado com o próprio corpo e com o corpo do outro, com a casa e os espaços comunitários, com a administração dos recursos materiais coletivos, com o cuidado e a preservação da Casa Comum, Gaia.
O elemento natural Terra, por sua característica feminina, robusta, pesada, resistente, fria e seca, é o elemento formador dos continentes e de tudo o que concretamente habita neles, mãe da materialidade. A Terra é um elemento passivo, porém de grande resistência à intervenção humana, ainda que grandemente plástica; exige esforço para deixar-se modelar, devido à sua força de resistência.
A Terra é de natureza corpórea, palpável, constante, adaptável, ainda que muito resistente. É um elemento de repouso que tende a concentrar-se, a agregar-se, que se acomoda em torno de um centro, criando suas raízes e se ligando com tudo ao seu redor, com a sua capacidade de estabelecer contato e troca com o seu meio ambiente de forma servil, acolhedora e nutridora. A Terra é a manifestação visível e concreta das forças vitais, da magia da vida; é instrumento divino vivo; é o elo visível.
A função primordial da Terra é a de gerar mais vida, sendo maternal em sua ação de acolher, nutrir, proteger, sustentar, estruturar, multiplicar, dividir, portanto, gerar abundância fraternal. Pode-se dizer que tais funções (gerar vida, maternidade, sustentação, estruturação etc.) estão esquecidas na sociedade moderna, que cada vez mais perde o contato com a dimensão do elemento Terra de maneira saudável e, num ato de sacrilégio, aprisiona e inviabiliza as autênticas funções desse elemento, que simbolicamente representa a nossa herança materna, nossa matriz sagrada, fonte de vida e de abundância.
Observamos que o elemento Terra é um elemento de ligação corpóreo, de troca material; no universo humano, o seu campo correspondente é o campo das sensações. Esse mundo das sensações corpóreas, de reconhecimento e de experimentação do mundo é predominante nos signos de Terra, sendo que não somente as sensações do mundo externo são importantes, mas as sensações interiores também, sobretudo na predominância do signo de Capricórnio. As sensações nos ajudam a adaptarmo-nos ao meio, fazendo-nos responder aos estímulos externos e internos também, gerando e amadurecendo o senso de responsabilidade ou, por outro lado, podemos escolher nos acomodar no estado infantil e reagirmos aos estímulos sem a eles respondermos e nos refugiarmos naquilo que nos parece seguro.
As sensações estão intimamente ligadas ao mundo dos cinco sentidos, pois é através do tato, da visão, da audição e do paladar que contatamos a existência corpórea de algo, assim como, da mesma forma, sentimos prazer e desprazer. Ainda que julguemos ser parte da racionalidade gostar-se disso ou daquilo, devemos saber que a função da sensação, como sistematizou Carl G. Jung, não pertence ao mundo da razão; ela é, antes, mais como uma espécie de radar que nos mantém alerta no aqui e agora, possibilitando a nossa interação e facilitando a nossa adaptação à realidade, orientando-nos pelo mundo.
As funções psicológicas não existem separadamente – acontece, apenas, alguma predominância de uma função sobre outra. Os princípios pelos quais a vida acontece buscam sempre o equilíbrio entre as funções e coisas existentes, numa interação ora harmoniosa ora conflituosa. Portanto, devemos evitar concentrarmo-nos em uma só função, negando-as e não desenvolvendo as demais, para não cairmos na limitação da unilateralidade e na mediocridade, sombras correspondentes aos signos de Terra (sensação).
Os que nasceram com o Sol no signo de Capricórnio, para equilibrarem o seu temperamento, necessitam exercitar o reconhecimento das necessidades materiais coletivas da vida, estarem atentos para agirem responsavelmente às necessidades materiais, servindo à coletividade para que a vida possa ser abundante e prazerosa para todos, como no seio de uma grande família.
Pessoas com o Sol em Capricórnio, normalmente (digamos assim, pois é preciso considerar o resto do Mapa Astrológico da pessoa), possuem dificuldade em ser maternais ou paternais, pois ou buscam o distanciamento ou o autoritarismo para se relacionarem com os demais, não sentindo segurança no núcleo familiar ou social, posto que tendam à hipersensibilidade – assim, desenvolvem um grande mecanismo de autodefesa sobre aquilo que não puderam ainda conhecer e dominar. São pessoas que tendem a manter uma distância segura das relações, por medo de sofrerem ou de se ferirem, optando pelo caminho das experiências práticas do mundo material – isso, porém, pode afastá-las das outras pessoas, fazendo-as desconhecer as necessidades concretas das outras pessoas, levando-as a impor as suas próprias necessidades aos outros; neste sentido, caminham na contramão de sua própria natureza provedora.
Na Roda do Zodíaco, Capricórnio pertence ao 4º Eixo do Zodíaco, o Eixo Câncer-Capricórnio, eixo de desenvolvimento: momento de crescimento e de maturidade; tempo gestação e de cuidado; momento de assumir o corpo, de encarnar; Eixo da maturidade objetiva-subjetiva.
Apesar da tendência das pessoas capricornianas por trilharem os caminhos da objetividade, é na subjetividade que aguardam a sua oportunidade de maturidade, um caminho inverso ao que, na maioria, das vezes perseguem.
Na Natureza, Capricórnio é o ápice do que se iniciou lá no signo de Libra. Se a fase libriana foi o tempo de semeadura, tempo de atividade no interior da semente, do impulso na direção da semente, de regar e nutrir o terreno para que a semente possa brotar do interior e se tornar um indivíduo, o início da subjetivação, do “Eu Sou”; se assim foi em Libra, em Capricórnio essa semente encontra o seu máximo no indivíduo já formado, na planta em seu máximo potencial, completa, adulta, assumindo a sua função no meio ambiente, gerando nova vida e frutos que amadurecem ao sol.
Observemos os Ciclos Naturais em nosso planeta, particularmente os Solstícios de Inverno e de Verão. Para a Astrologia, no hemisfério Sul, as constelações que fazem morada no céu dos solstícios são Câncer (Inverno) e Capricórnio (Verão). No entanto, todo o simbolismo da Astrologia ocidental tem como referência os Ciclos Naturais do hemisfério Norte; e como lá o Inverno acontece no final de dezembro, é Capricórnio que representa o Inverno e Câncer, o Verão, a partir de junho-julho. E é essa leitura simbólica que fazemos. Portanto, apesar de o Sol de Inverno estar em Capricórnio, aqui no hemisfério Sul, ele é representante do simbolismo do Verão. Esse é um dos motivos pelos quais não se devem separar, numa análise mais profunda, os Eixos, pois os dois pertencem a uma mesma dimensão, ainda que a perspectiva mude. Trabalharemos com essa linha interpretativa, o que não exclui outras linhas de análise, dada a complexidade simbólica.

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O SOL DO MEIO DIA
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Uma observação importante para este estudo introdutório sobre o signo de Capricórnio é que ele forma par de complementaridade/oposição com o “signo veranínio” de Câncer. Esses dois signos estão tão ligados como os dois lados de uma espada, como o próprio Sol, que ora está em seu ápice, ao meio-dia, ora está em seu mais absoluto repouso, à meia-noite.
Capricórnio está ligado ao período de maior atividade solar, ainda que um signo invernal e, até por conta disso, busca mais o Sol do que aqueles que o tem “à sua disposição”. No inverno, buscamos o Sol para compensar o frio e, no verão, buscamos as sombras das árvores ou tocas, para nos abrigar do calor e das chuvas. No inverno (Capricórnio), o meio-dia é o período mais quente e é quando somos mais ativos, já no verão (Câncer) as noites são quando temos mais disposição, pois é o momento mais fresco do dia.
O signo de Capricórnio está relacionado ao inverno, como vimos, e também ao Ponto Cardeal Norte. O Norte é onde brilha a Estrela Polaris, um ponto de referência celeste e de medida de distâncias dos corpos celestes, que orienta e determina o Norte.
Capricórnio sempre está relacionado com altitude, picos, lugares altos, montanhas, que são pontos de referência terrestres. Da mesma forma como os luminares são pontos de referência rítmica, marcando os dias e as noites, a atividade mais intensa do Sol, ao meio-dia, é associada ao signo de Capricórnio; assim como a mínima atividade solar, à meia-noite, relaciona-se com o signo de Câncer (Lua). Esse Eixo retrata o caminho do Sol em seu máximo e em seu mínimo potencial, ritmado pelos dias e pelas noites, além dos ciclos de Solstícios (Verão-Inverno/Câncer-Capricórnio).
Enquanto o signo de Câncer-Caranguejo habita os lugares mais baixos e quentes dos continentes (as praias e mangues), refugiando-se nas tocas escuras e escondidas das areias e lamas, como pequenos e frágeis seres; o signo de Capricórnio-Cabra habita as regiões montanhosas e frias, busca os pastos altos como alimento – as cabras são animais de médio porte muito resistentes. São sutis diferenças, mas falam muito de cada lado desse mesmo Eixo. Enquanto um se expressa discreta e silenciosamente, com certa passividade e pouco esforço, o outro é ativo e barulhento e caminha devastando todo o terreno à sua frente, em busca da luz do Sol.
Talvez alguém pergunte: o que isso tudo tem a ver com o signo de Capricórnio? Tudo.
Na Roda do Zodíaco, como adiantamos, este signo faz parte do 4º Eixo Zodiacal, o Eixo Câncer-Capricórnio, no qual Câncer é a Lua e Capricórnio, o Sol; um é o repouso e o outro, a atividade; um, o nascimento do indivíduo e o outro, o nascimento da coletividade – o outro lado da moeda, o outro mundo, que não é dentro da toca, mas o mundo de fora, do desconhecido. Esse Eixo Zodiacal marca a linha dimensional do Tempo, o Norte-Sul, e os solstícios.
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SOLSTÍCIOS – A GRAÇA DO SOL
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O Solstício de Inverno, no Hemisfério Norte, tem como regente o Signo de Capricórnio; no Hemisfério Sul, por complementaridade, o Signo de Capricórnio ocorre no Solstício de Verão. Simbolicamente, esse signo representa o aspecto invernal da vida, quando as noites são mais longas que os dias e o frio e a neve cobrem o manto da Terra. Isso traz para o signo uma natureza mais fria, um distanciamento em relação ao mundo exterior. Ainda que seja um período em que a interação com o mundo esteja prejudicada pelas intempéries, no Norte, é um período de interação social e de solidariedade, por conta justamente das condições climáticas, onde os desafios que se imaginavam intransponíveis são vencidos coletivamente.
Assim, o caráter do isolamento, do recolhimento, da interiorização é outra grande tendência do signo de Capricórnio, o que parece contradizer com a exigência da coletividade exposta logo acima, mas é justamente essa polaridade que é muito presente em Capricórnio, que vive entre atender as necessidades coletivas do meio e/ou atender ao chamado de sua natureza interior profunda, que necessita de silêncio, de isolamento e de mergulho. Seguir no caminho da objetividade ou da subjetividade?
Como os Solstícios, tanto de Verão quanto de Inverno, possuem relação com a incidência dos raios solares na Terra, os signos que habitam nos Solstícios, simbolicamente, possuem relação com o Sol e seus simbolismos; são signos que possuem vocação para maturação de si, para a iluminação de si, para o despertar da consciência ou para, num grau menos consciente, a busca do seu “lugar ao Sol”. Ainda que em graus distintos, os dois signos buscam “a Graça do Sol”, seja no mundo ou dentro de si mesmos. (Caso tenha interesse, temos um texto sobre o Solstício, do qual deixaremos o link no final deste texto.)
O que seria a Graça do Sol? O Sol é o doador de toda a vida. O Sol é o pai das cores e das formas; é o brilho dourado que alegra os nossos amanheceres; é a mão invisível que adoça os nossos frutos. O Sol é a alegria de viver; é o que nos dá sentido para levantar da cama e nos pôr em movimento. Não há vida sem Sol e nós somos vida. Somos sóis. Assim, o Sol nos é vital, central; ele é o que move toda a vida; é o centro do nosso sistema; é o coração, centro de nosso sentir, do que pulsa em nós.
É no eixo Câncer/Capricórnio que começamos a nossa longa jornada em busca de tudo o que o Sol representa e pode nos dar, uma busca do nosso lugar no mundo, não só objetivamente.
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POR QUE AINDA É INVERNO EM NOSSOS CORAÇÕES¹
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Para compreendermos a natureza do signo de Capricórnio, primeiro devemos compreender a natureza da estação do Inverno. Essa estação acontece quando na Natureza o equilíbrio outonal, com a sua brisa fresca e sol ameno, após a partilha da última colheita, inicia-se um movimento de radicalização, em que tudo começa a se recolher num sono profundo, para, depois, a Natureza iniciar um despertar que culminará com a entrada da Primavera. Esse movimento radical nos leva para uma mudança de perspectiva da luz solar (da consciência) e aponta para mudanças no comportamento dos seres que habitam a Terra, dos quais o humano é apenas mais um.
Se o signo de Sagitário é o máximo da socialização – portanto, um movimento de humanização –, Capricórnio é o momento de aprofundamento das questões sociais, em que as necessidades concretas se impõem sobre a idealização dos processos sociais da fase anterior. É quando nossas regras, leis, estruturas serão colocadas à prova ante os desafios concretos das interações sociais. Lá fora a neve é abundante, o alimento é limitado, a energia deve ser dosada para que não haja escassez de recursos, até o fim do período – isso, em boa parte do Norte do globo. Enquanto isso, no Hemisfério Sul, o excesso de secura e de frio castiga a Terra, inibe as nossas atividades rotineiras, que precisam de um esforço extra para ser mantidas; seja no Norte ou no Sul, todos buscam se aquecer ao Sol ou ao lado do fogo; todos, querendo ou não, se recolhem e mudam a perspectiva devido à estação que se impõe.
Um fato importante a ser notado é o quanto a humanidade caminha identificada com a fase anterior, relacionada com o signo de Sagitário, e acaba cometendo excessos porque enaltece a fase da socialização, se perde na idealização do social, hipervaloriza a institucionalização da vida, os processos de legislatura, as regras, as ideias, as opiniões, o enaltecimento de títulos, as ideologias etc.; por outro lado, tem cada vez mais negligenciado a dimensão concreta da vida social, as necessidades de sobrevivência coletiva, a sábia administração dos recursos materiais; nega a Natureza e endeusa os processos civilizatórios, numa espécie de autocentramento doentio, que acaba por trazer consequências ambientais, miséria social e violências.
Em Capricórnio, finalmente nos encontramos com a dimensão do despertar da consciência coletiva e, por sua vez, necessariamente com a dimensão da responsabilidade social. Isso nos lembra do vínculo existente entre Capricórnio e o elemento Terra, que aponta para a dimensão material da vida. É a partilha da dimensão material da vida que abriga a vocação do signo de Capricórnio. E é também o seu maior desafio.
Os que nascem com o Sol em Capricórnio encontram em seu caminho o desafio da renúncia de sua ambição pessoal em prol do bem comum, da doação à coletividade, da transferência de foco do Eu (ego) para o foco no Coletivo (alter). No Inverno, quando o Sol faz seu trajeto com a inclinação mais baixa, o ego se abranda e podemos ver as coisas por outro prisma, no qual o ego já não nos cega e podemos despertar para as necessidades coletivas.
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Nota:
¹Trecho de canção de Milton Nascimento/Ronaldo Bastos “A Cigarra”, que ilustra os signos do eixo Câncer/Capricórnio, signos dos Solstícios:
“Porque você pediu uma canção para cantar
Como a cigarra arrebenta de tanta luz
E enche de som o ar
Porque a formiga é a melhor amiga da cigarra
Raízes da mesma fábula que ela arranha
Tece e espalha no ar
Porque ainda é inverno em nosso coração
Essa canção é para cantar
Como a cigarra acende o verão”
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Continue a ler a segunda parte em:
SOL NO SIGNO DE CAPRICÓRNIO – Aula 10 – da série “Sol nos Signos” – Parte 2
Continue a ler a terceira parte em:
SOL NO SIGNO DE CAPRICÓRNIO – Aula 10 – da série “Sol nos Signos” – Parte 3
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Namastê – o Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em ti.
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SOL NO SIGNO DE CAPRICÓRNIO – Aula 10 – da série “Sol nos Signos” – Aula Completa
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