A ESTRELA DA ANUNCIAÇÃO DE 2020
(texto válido até dezembro de 2020)
Por Cristal Ribeiro
Você que acompanha a Estrela D’Alva pode já ter lido aqui que a vida acontece em ciclos. São ciclos dentro de ciclos que vão se intercalando e cumprindo, cada um, a sua função. Um bom exemplo é o ciclo anual: a cada 365 dias se conclui um ano; dentro desse ciclo, temos as estações do ano (primavera, verão, outono e inverno) que se intercalam e se repetem ao longo de sucessivos ciclos anuais. Os dias da semana são ciclos que nos servem de referência: “daqui a uma semana vou iniciar uma dieta”, por exemplo.
Os ciclos estão ligados à dimensão temporal de nossas vidas, que se relaciona com todas as outras dimensões. A dimensão temporal, além de poder ser medida pela convenção cronológica, pelo calendário ou pelo relógio, também é fruto de certa percepção psicológica. Por exemplo, quando eu era criança, minha adolescência, meu primeiro emprego ou o dia em que meu cachorro morreu… São fases ou eventos marcantes que servem de referência em nossas vidas ou acontecimentos terríveis que enterramos no mais absoluto esquecimento, se é que isso é possível.
Da mesma forma que vivemos os nossos ciclos, toda a Natureza vive os seus: fases da Lua, estações, tempo de colheita, época de jabuticaba, época das estrelas cadentes, ciclos dos eclipses etc. Há sincronicidade, uma sintonia entre os nossos ciclos pessoais e os da Natureza, o que não haveria de ser diferente, pois estamos intimamente ligados com a Natureza, pertencemos a ela, somos a Natureza. Quando o clima muda bruscamente, nos resfriamos; quando está muito calor, nossa pressão pode baixar. Não é diferente quando a Lua está cheia: os animais se agitam, há mais ocorrências de nascimentos, internações e brigas em bares. Tanto a Lua, que podemos ver, quanto o Planeta mais distante do Sistema Solar estão ligados a nós e dialogam conosco, marcando as nossas experiências no tempo e no espaço e em todas as dimensões da vida.
Aqui, na Estrela D’Alva, há outros artigos que buscam aprofundar reflexões acerca da importância dos ciclos para as nossas vidas; você poderá ter acesso aos links nas notas ao final deste artigo. A Estrela D’Alva já refletiu também sobre o grande ciclo das eras planetárias – estamos passando pela Era de Saturno, um ciclo de 36 anos, ao qual abordei em outro artigo. Aqui, abordarei o ciclo de encontro de Júpiter e Saturno, que são ciclos de 20 anos aproximadamente.
Os ciclos são oportunidades de pararmos para fazer avaliações, revalorar coisas ou finalizar outras, pois são modos de experenciarmos os processos do viver. Todo processo está subordinado às fases do nascer, do crescer, frutificar, do envelhecer e do morrer. É isso que eles (os ciclos) provocam em nós: ora, processos de nascimento; ora, rupturas; ora, frutificação etc. Observando os ciclos, temos a oportunidade de olhar para trás e de realizar um balanço na vida; uma oportunidade para a correção de erros, para realizarmos uma faxina nas tralhas ou nas emoções, para o autoperdão, para o perdão ao próximo, para virarmos as páginas amareladas de nossos livros e traçarmos novos rumos, iniciarmos novas ações.
Certamente, os ciclos nos colocam diante da intensa vida e da profunda morte, desmoronando nossas ilusões, pretensões, arrogâncias, mediocridades, mesquinharias etc. Os ciclos nos humanizam, nos fazem mais conscientes, mais sensíveis, amorosos e solidários.
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O NATAL
Daí, chega o Natal com suas luzes, presentes, guloseimas, excessos e expectativas fantasiosas. Para a grande maioria da população o Papai Noel não aparece, nem dá as caras. Presentes, guloseimas? Nem se sonha mais, pois existe para essa camada da população a prioridade que é a sobrevivência. É preciso que nos lembremos dessas pessoas da família humana que estão em situação de miséria, de fome – países em guerra, imigrantes apartados de suas famílias, pessoas em situação de abandono, doentes desenganados pelos médicos e outras condições que muitas vezes nem imaginamos…
Daí, chegam as férias! Viagens, descanso, reforma da casa, carro novo e tudo o que se pensa ter direito a consumir. Para a maioria da população, não há férias, não há emprego, nem salário, nem carro…
Mas estamos aqui, como privilegiados que podem acessar à Internet e ter algum tempo para ler um artigo de astrologia. Então vamos falar da Estrela de Natal.
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A ESTRELA DE BELÉM
Para os astrólogos da antiguidade, aquela estrela brilhante que os reis-magos seguiram no céu para encontrar o menino Jesus, rei dos Judeus, era a conjunção de Júpiter-Saturno no céu. Precisamos lembrar que esses ditos “reis do Oriente” eram magos-astrólogos e, em suas observações e previsões, sabiam que quando um encontro especial desses dois planetas acontece alguma liderança ou algo muito novo nasce e algo muito velho começa a morrer. E foram em busca de um líder, um rei que traria uma nova era.
Simbolicamente, a Estrela de Belém é a estrela da Anunciação, da nova era que se anuncia. E ela está, no momento, no cume da montanha, visível para nos guiar e anunciar o desmoronamento do velho e a ascensão do novo em nós e no mundo. Nas festividades natalinas de 2019/2020, até o Dia de Reis, 6 de janeiro (quando “se encerram as festividades”, desmonta-se a árvore e se volta para o tempo comum), se encerrará também um ciclo de 20 anos aproximados, quando os dois planetas se encontraram a última vez.
Tanto Júpiter quanto Saturno podem ser vistos no céu, no presente, a olho nu. Júpiter, por exemplo, é uma das estrelas mais brilhantes que podemos admirar. Quando os dois se encontram no céu estão atravessando a mesma constelação de estrelas, ou seja, o mesmo Signo. A cada 20 anos, em média, eles se encontram no céu. No momento, estão no Signo de Terra de Capricórnio (mas não estão conjuntos em exatidão), onde há a maior concentração de energia no momento presente e onde os desafios estão se apresentando a nível pessoal e coletivo.
Acontece que esse ciclo de 20 anos aproximados está dentro de um ciclo maior: observam-se séries de conjunções Júpiter-Saturno que se dão no mesmo elemento (Fogo, Terra, Ar e Água), mesmo quando as referidas conjunções se dão em signos distintos. Tais séries de conjunções no mesmo elemento significam a formação de grandes ciclos, possibilitando longos períodos de desenvolvimento do elemento em que atravessam. É interessante anotar, por exemplo, que desde o ano de 1842 a série de conjunções acontece nos signos de elemento Terra – com exceção do ciclo que se iniciou em 1980 (findando em 2000), quando a conjunção aconteceu em signo de Ar (Libra), como se fora uma amostra para o longo ciclo que se iniciará em 2020, com série de conjunções em signos de Ar, até 2159.
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A ANUNCIAÇÃO
A passagem da ocorrência da série de conjunções em signos de Terra (de meados do século XIX até o primeiro vintênio do século XXI, com exceção do período iniciado em 1980) para a ocorrência em signos de Ar indica uma grande mudança de paradigma na sociedade humana, no qual o foco não será tanto as questões materiais e econômicas, mas, sim, as relações humanas em suas complexidades. Essa conjunção que estamos vivenciando de 2019 para 2020 (em Capricórnio e depois exata em Aquário, em 2020), simbolicamente, é semelhante à conjunção que os reis-magos estudaram para anunciar a vinda de Jesus, que trouxe transformações e revoluções aos paradigmas da época. Astrólogos observaram que toda vez que há essa mudança das conjunções de signos de um elemento para o outro (mutação), como agora, há queda de líderes, de impérios e ascensão de outros, mudanças na condução da sociedade humana. Portanto, essa conjunção seria como a Estrela da Anunciação.
2020 será um ano enigmático e iluminado, com suas luzes e sombras; um ano de despertar coletivo. Muito será escrito sobre ele ainda. Não será um ano de fim de mundo, como os muitos que já foram anunciados, mas será um ano de colheita, de despertar. Muitos acreditam que estamos vivendo o fim dos tempos, tempos apocalípticos; outros, que estamos vivendo uma transição planetária; outros, ainda, que estamos construindo uma nova era; outros, por fim, estão perdendo toda a fé na humanidade.
Como estamos regidos por sistemas institucionais de crenças e dogmas, nublando-nos, acabamos por não compreender o que de fato está acontecendo. De todo modo, independentemente de nossas crenças, estamos percebendo e sentindo que vivemos tempos de revoluções internas e externas, e que o mundo que conhecemos em nossa infância não existe mais, que o mundo está disforme – há quem diga, até, que não é mais redondo… Como diz o professor Francisco Josivan, voltamos simbolicamente para a condição medieva.
Tamanho é o impacto dos tempos em que vivemos que, entre saberes e ignorâncias, entre avanços tecnológicos e desastres ambientais, entre civilidade e barbárie, parecemos oscilar entre a modernidade e a era medieval, entre luzes e trevas; parecemos dar um passo atrás na história da humanidade, como que recuando, assustados com a anunciação de um novo tempo, uma nova era, que não sabemos de onde vem, para onde vai; algo que se anuncia dentro e fora de nós, mas que coletivamente se mistura e se confunde.
Passaremos por grandes provas ainda, devido às escolhas que fizemos no passado, individual e coletivamente, até o final de março de 2020. Depois, entraremos finalmente no Ano Novo Astrológico, Ano do Sol. E o Sol iluminará nossa visão, nossas sombras, como nunca! Será difícil ficarmos adormecidos, entorpecidos, alheios à realidade que tem se apresentado. Será impossível não despertarmos em todas as dimensões da vida, desde a esfera social e política até a psicológica e espiritual.
Esses temas continuarão a ser trabalhados nas publicações da Estrela D’Alva, pois não se esgotam num texto, dada a sua complexidade. Por isso, teremos uma série de análises ao longo do ano de 2020. Este texto busca ser uma introdução aos estudos que faremos juntos.
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Link mencionado no artigo:
A IMPORTÂNCIA DOS CICLOS NATURAIS SOLI-LUNARES E ECLIPSES EM NOSSAS VIDAS:
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